Ecommerce
Escrito por:
Mariane Brito
Sankhya no atacado: onde o portal B2B fecha a lacuna do ERP
Sankhya no atacado: onde o portal B2B fecha a lacuna do ERP

Quem trabalha com sankhya atacado costuma ter um problema que não é de sistema, é de fronteira. O ERP está implantado, o cadastro de produtos está limpo, as tabelas de preço estão configuradas por região e por perfil de cliente, o cálculo de ICMS-ST funciona. Ainda assim, o pedido do cliente chega num áudio de WhatsApp às 19h ou numa planilha anexada em e-mail, e alguém do time comercial precisa digitar tudo de novo dentro do Sankhya.
Essa digitação é o ponto exato onde a operação perde dinheiro. Não porque o vendedor erra muito, mas porque o intervalo entre o cliente pedir e o pedido existir no ERP é justamente o intervalo em que o estoque muda, o preço vigente muda e a regra fiscal do destino deixa de ser a que foi cotada.
Este artigo trata do que acontece nessa lacuna e do que um portal B2B integrado resolve quando ele conversa com o ERP em tempo real, em vez de virar mais um canal de entrada que precisa ser reconciliado depois.
O que você vai aprender neste artigo
Por que o pedido por WhatsApp e planilha ainda sobrevive em distribuidoras que já têm ERP maduro
O custo real da redigitação no fluxo entre pedido, estoque e nota fiscal
Como funciona a integração entre um portal B2B e o Sankhya na prática
O que muda no comportamento do comprador quando ele passa a se atender sozinho
Comparativo entre canal manual e portal integrado em cinco pontos críticos
Como avaliar se a sua operação está pronta para essa mudança

O ERP resolve o depois. O problema está no antes
Um ERP como o Sankhya foi desenhado para governar o que acontece a partir do momento em que o pedido existe como registro. Reserva de estoque, separação, faturamento, emissão de nota, contas a receber, comissão. Esse trecho funciona bem e é auditável.
O que nenhum ERP resolve sozinho é a captação. O pedido precisa nascer em algum lugar antes de virar registro, e na maior parte das distribuidoras brasileiras ele nasce numa conversa. Vendedor externo anota no bloco, representante manda foto da lista, comprador do supermercado envia a planilha de reposição que ele mesmo montou olhando o estoque da loja.
Cada um desses caminhos gera o mesmo trabalho invisível: alguém precisa interpretar, converter em código de produto, conferir se o item existe, verificar se tem saldo, aplicar a tabela certa e digitar. Numa operação com 400 pedidos por dia e média de 25 itens por pedido, são 10 mil linhas digitadas diariamente por um time que foi contratado para vender.
Onde a redigitação vira prejuízo contábil
O erro de digitação em atacado raramente aparece como erro. Ele aparece como devolução, como divergência de nota, como crédito em aberto. O comprador recebe 12 caixas em vez de 12 unidades, recusa a carga na doca, a transportadora volta com a mercadoria e o financeiro passa duas semanas resolvendo uma nota que já foi transmitida à SEFAZ.
Há também o erro que não gera devolução e por isso nunca é medido: o item que foi cotado com preço da tabela antiga, faturado assim mesmo, e que corroeu a margem daquele pedido sem que ninguém percebesse. Em operações com margem de dois dígitos baixos, esse tipo de vazamento silencioso costuma pesar mais que a devolução visível.
O que um portal integrado ao Sankhya efetivamente faz
A diferença entre um canal digital genérico e um portal B2B integrado ao Sankhya está na direção da informação. No canal genérico, o pedido entra e depois alguém sincroniza. No portal integrado, o ERP é a fonte da verdade em tempo de navegação, não em tempo de conferência.
Na prática, isso significa que o catálogo que o comprador vê já é o catálogo do ERP, com o preço da tabela associada ao código dele, com o saldo disponível considerando reservas em aberto e com as regras de múltiplo de venda e caixa fechada aplicadas antes do clique em finalizar.
O fluxo entre pedido, estoque e nota
O ganho concreto está na sequência. O comprador monta o carrinho vendo disponibilidade real, o pedido entra direto no Sankhya já com natureza de operação, centro de resultado e condição de pagamento corretos, a reserva de estoque acontece no mesmo instante e o pedido segue para separação sem passar por nenhuma mesa de digitação.
A emissão da nota deixa de depender de conferência prévia porque não existe divergência entre o que foi pedido e o que foi registrado. São o mesmo dado. Quando o cliente pergunta o status, a resposta vem do próprio ERP, não de uma consulta de alguém no comercial.
Regras comerciais que o portal precisa respeitar
Atacado não vende catálogo aberto. Cada cliente tem sua condição, e um portal que ignora isso vira um problema comercial maior que o WhatsApp. A integração precisa carregar do ERP a política de preço por cliente, o limite de crédito disponível, o bloqueio de itens por região ou por acordo de exclusividade, o desconto progressivo por volume e a regra de frete conforme o pedido mínimo.
Um bom teste de maturidade da integração é este: se o comprador consegue ver na tela um preço diferente do que o Sankhya vai faturar, a integração não está pronta. Não existe portal de atacado confiável com duas versões de preço.
Comparativo: canal manual e portal integrado
Ponto crítico | WhatsApp ou planilha | Portal integrado ao ERP |
|---|---|---|
Disponibilidade de estoque | Informada de memória ou consulta manual | Saldo do ERP na tela, com reservas consideradas |
Preço aplicado | Tabela que o vendedor tem em mãos no momento | Tabela vigente vinculada ao código do cliente |
Entrada do pedido | Digitação manual no ERP após o contato | Pedido nasce direto no Sankhya |
Horário de captação | Limitado ao expediente comercial | Contínuo, inclusive fora do horário |
Rastreabilidade | Espalhada entre conversas e anexos | Histórico único por cliente dentro do fluxo |
Exemplos por setor: a mesma lacuna com sintomas diferentes
A lacuna é a mesma, mas ela dói em lugares distintos conforme o segmento. Vale reconhecer o sintoma da sua operação.
Distribuição de alimentos e bebidas
O problema é a janela. O comprador do varejo alimentar decide reposição de madrugada ou no fim do expediente, quando o time comercial já saiu. O pedido fica represado até a manhã seguinte, e o item que estava disponível às 22h foi alocado para outro cliente às 9h. A perda não é de venda, é de ordem de chegada.
Material de construção e ferragens
Aqui pesa o volume de SKUs e a variação de embalagem. O mesmo parafuso existe em cinco embalagens diferentes, e a planilha do cliente traz a descrição dele, não o código do fornecedor. A tradução entre os dois vocabulários é feita a mão, item por item, e é onde nasce a maior parte das divergências de nota.
Autopeças
O fator crítico é a aplicação. O comprador precisa confirmar se a peça serve para determinado modelo e ano antes de fechar, e essa confirmação vira uma conversa paralela que atrasa o pedido inteiro. Quando o catálogo digital carrega a aplicação junto com o saldo, o pedido fecha sem consulta.
Farmacêutico e cosmético
Rastreabilidade por lote e validade não sobrevive ao WhatsApp. O que se vende por mensagem é o produto, mas o que se fatura é o lote, e a reconciliação entre os dois só acontece no faturamento, tarde demais para renegociar.
O comportamento do comprador mudou antes do fornecedor
Existe uma leitura equivocada e bastante comum: a de que o comprador do atacado prefere o contato humano e resistiria a um canal digital. O que se observa na prática é diferente. O comprador prefere resolver sozinho as decisões repetitivas e conversar com o vendedor apenas nas decisões que envolvem negociação.
Reposição de item recorrente, consulta de saldo, segunda via de nota e acompanhamento de entrega são tarefas que o comprador realiza mais rápido sem intermediário. Ele não quer esperar uma resposta para saber se tem estoque. Quando o portal entrega isso, o vendedor deixa de ser operador de pedido e passa a atuar em mix, introdução de novos itens e recuperação de cliente inativo.
Esse é o ponto que muda a conversa interna sobre e-commerce B2B: não se trata de substituir o time comercial, e sim de tirar dele a parte do trabalho que é digitação. A força de vendas continua no centro da relação, agora com tempo para a parte que exige julgamento.
O efeito sobre o ticket e a recorrência
Há um comportamento consistente em operações que digitalizam a captação: o pedido feito pelo próprio comprador tende a ter mais linhas que o pedido ditado. Quando ele navega, encontra itens que não estavam na lista mental e que o vendedor não teria oferecido naquele contato. A sugestão de produtos complementares e o histórico de compras anteriores na tela fazem trabalho de mix sem custo de atendimento.
Como avaliar se a sua operação está pronta
A integração com o ERP não conserta cadastro ruim. Antes de conectar qualquer portal ao Sankhya, vale um diagnóstico honesto de quatro pontos.
Cadastro de produtos: descrição padronizada, unidade de medida correta, múltiplo de venda definido e imagem disponível para os itens de maior giro
Política comercial formalizada: as regras de desconto precisam estar no ERP, não na cabeça do gerente comercial
Acuracidade de estoque: se o saldo do sistema diverge do físico, expor esse saldo ao cliente amplifica o problema em vez de escondê-lo
Parametrização fiscal por destino: ST, DIFAL e regime do cliente precisam estar corretos para que o valor mostrado no portal seja o valor faturado
Nenhum desses pontos precisa estar perfeito para começar. Precisam estar corretos para a curva A, que costuma responder pela maior parte do faturamento e por quase todos os pedidos recorrentes.
Onde a Zydon entra
A Zydon opera exatamente nessa fronteira. A plataforma conecta o catálogo, o preço, o saldo e a regra comercial que já existem dentro do Sankhya a uma experiência de compra que o comprador usa sozinho, sem que o time precise reescrever o pedido em nenhum ponto do fluxo.
A escolha por uma plataforma B2B integrada em vez de um canal isolado se justifica por um motivo simples: o valor não está na vitrine, está na ausência de reconciliação. Quando o pedido nasce no lugar certo, o restante do fluxo, que o ERP já sabe executar, roda sem intervenção.

Perguntas frequentes
Preciso trocar de ERP para ter um portal B2B?
Não. A lógica é a oposta: o portal existe para aproveitar o investimento já feito no ERP. Trocar de ERP para digitalizar a captação seria substituir a parte que funciona para resolver a parte que falta. O que se avalia numa implantação é a versão do Sankhya em uso e a forma de comunicação disponível, não a substituição do sistema.
Quanto tempo leva a integração com o Sankhya?
O que costuma determinar o prazo não é a parte técnica da conexão, e sim o estado do cadastro. Operações com produtos bem descritos, imagens disponíveis e política comercial parametrizada avançam rápido. O gargalo real aparece quando a regra de desconto vive em acordos informais que precisam ser traduzidos em parâmetros antes de qualquer coisa ser conectada.
E os clientes que não querem sair do WhatsApp?
Não precisam sair de imediato. Na prática, a adoção acontece por conveniência, não por imposição. O cliente que testa o portal para consultar uma segunda via de nota ou o status de uma entrega descobre que resolve em segundos o que antes exigia esperar resposta. A migração do pedido vem depois, quando ele já confia na informação da tela. Impor a mudança por decreto costuma gerar resistência sem ganhar velocidade.
O vendedor perde comissão quando o cliente compra sozinho?
Essa é a objeção interna mais comum e ela precisa ser resolvida na política, não na tecnologia. O caminho usual é manter a carteira: o pedido feito pelo portal continua vinculado ao vendedor responsável pela conta, com a comissão preservada. Sem isso, o time boicota a adoção, e com razão. A digitalização da captação só se sustenta quando o vendedor enxerga o portal como ferramenta dele.
Como fica o pedido do vendedor externo em visita?
É o mesmo portal, acessado pelo vendedor em nome do cliente. Ele vê saldo e preço corretos na frente do comprador, fecha o pedido na visita e não leva anotação para digitar depois. Isso elimina o intervalo entre a visita e o registro, que é onde o item cotado costuma ser vendido para outro cliente.
Conclusão
A discussão sobre digitalização no atacado deixou de ser sobre ter presença online. Distribuidoras que já rodam um ERP maduro não precisam de mais um sistema, precisam fechar a única etapa do fluxo que ainda depende de alguém transcrevendo informação de um canal para outro.
O Sankhya já sabe reservar estoque, aplicar tabela, calcular imposto e emitir nota. O que falta é o pedido chegar até ele sem passar por uma mesa de digitação. Fechada essa lacuna, a operação ganha em velocidade de faturamento, em acuracidade fiscal e em capacidade de atender mais clientes com o mesmo time.
No atacado, a vantagem competitiva não está em vender pelo canal digital. Está em não precisar redigitar aquilo que o cliente já escreveu.
Quem trabalha com sankhya atacado costuma ter um problema que não é de sistema, é de fronteira. O ERP está implantado, o cadastro de produtos está limpo, as tabelas de preço estão configuradas por região e por perfil de cliente, o cálculo de ICMS-ST funciona. Ainda assim, o pedido do cliente chega num áudio de WhatsApp às 19h ou numa planilha anexada em e-mail, e alguém do time comercial precisa digitar tudo de novo dentro do Sankhya.
Essa digitação é o ponto exato onde a operação perde dinheiro. Não porque o vendedor erra muito, mas porque o intervalo entre o cliente pedir e o pedido existir no ERP é justamente o intervalo em que o estoque muda, o preço vigente muda e a regra fiscal do destino deixa de ser a que foi cotada.
Este artigo trata do que acontece nessa lacuna e do que um portal B2B integrado resolve quando ele conversa com o ERP em tempo real, em vez de virar mais um canal de entrada que precisa ser reconciliado depois.
O que você vai aprender neste artigo
Por que o pedido por WhatsApp e planilha ainda sobrevive em distribuidoras que já têm ERP maduro
O custo real da redigitação no fluxo entre pedido, estoque e nota fiscal
Como funciona a integração entre um portal B2B e o Sankhya na prática
O que muda no comportamento do comprador quando ele passa a se atender sozinho
Comparativo entre canal manual e portal integrado em cinco pontos críticos
Como avaliar se a sua operação está pronta para essa mudança

O ERP resolve o depois. O problema está no antes
Um ERP como o Sankhya foi desenhado para governar o que acontece a partir do momento em que o pedido existe como registro. Reserva de estoque, separação, faturamento, emissão de nota, contas a receber, comissão. Esse trecho funciona bem e é auditável.
O que nenhum ERP resolve sozinho é a captação. O pedido precisa nascer em algum lugar antes de virar registro, e na maior parte das distribuidoras brasileiras ele nasce numa conversa. Vendedor externo anota no bloco, representante manda foto da lista, comprador do supermercado envia a planilha de reposição que ele mesmo montou olhando o estoque da loja.
Cada um desses caminhos gera o mesmo trabalho invisível: alguém precisa interpretar, converter em código de produto, conferir se o item existe, verificar se tem saldo, aplicar a tabela certa e digitar. Numa operação com 400 pedidos por dia e média de 25 itens por pedido, são 10 mil linhas digitadas diariamente por um time que foi contratado para vender.
Onde a redigitação vira prejuízo contábil
O erro de digitação em atacado raramente aparece como erro. Ele aparece como devolução, como divergência de nota, como crédito em aberto. O comprador recebe 12 caixas em vez de 12 unidades, recusa a carga na doca, a transportadora volta com a mercadoria e o financeiro passa duas semanas resolvendo uma nota que já foi transmitida à SEFAZ.
Há também o erro que não gera devolução e por isso nunca é medido: o item que foi cotado com preço da tabela antiga, faturado assim mesmo, e que corroeu a margem daquele pedido sem que ninguém percebesse. Em operações com margem de dois dígitos baixos, esse tipo de vazamento silencioso costuma pesar mais que a devolução visível.
O que um portal integrado ao Sankhya efetivamente faz
A diferença entre um canal digital genérico e um portal B2B integrado ao Sankhya está na direção da informação. No canal genérico, o pedido entra e depois alguém sincroniza. No portal integrado, o ERP é a fonte da verdade em tempo de navegação, não em tempo de conferência.
Na prática, isso significa que o catálogo que o comprador vê já é o catálogo do ERP, com o preço da tabela associada ao código dele, com o saldo disponível considerando reservas em aberto e com as regras de múltiplo de venda e caixa fechada aplicadas antes do clique em finalizar.
O fluxo entre pedido, estoque e nota
O ganho concreto está na sequência. O comprador monta o carrinho vendo disponibilidade real, o pedido entra direto no Sankhya já com natureza de operação, centro de resultado e condição de pagamento corretos, a reserva de estoque acontece no mesmo instante e o pedido segue para separação sem passar por nenhuma mesa de digitação.
A emissão da nota deixa de depender de conferência prévia porque não existe divergência entre o que foi pedido e o que foi registrado. São o mesmo dado. Quando o cliente pergunta o status, a resposta vem do próprio ERP, não de uma consulta de alguém no comercial.
Regras comerciais que o portal precisa respeitar
Atacado não vende catálogo aberto. Cada cliente tem sua condição, e um portal que ignora isso vira um problema comercial maior que o WhatsApp. A integração precisa carregar do ERP a política de preço por cliente, o limite de crédito disponível, o bloqueio de itens por região ou por acordo de exclusividade, o desconto progressivo por volume e a regra de frete conforme o pedido mínimo.
Um bom teste de maturidade da integração é este: se o comprador consegue ver na tela um preço diferente do que o Sankhya vai faturar, a integração não está pronta. Não existe portal de atacado confiável com duas versões de preço.
Comparativo: canal manual e portal integrado
Ponto crítico | WhatsApp ou planilha | Portal integrado ao ERP |
|---|---|---|
Disponibilidade de estoque | Informada de memória ou consulta manual | Saldo do ERP na tela, com reservas consideradas |
Preço aplicado | Tabela que o vendedor tem em mãos no momento | Tabela vigente vinculada ao código do cliente |
Entrada do pedido | Digitação manual no ERP após o contato | Pedido nasce direto no Sankhya |
Horário de captação | Limitado ao expediente comercial | Contínuo, inclusive fora do horário |
Rastreabilidade | Espalhada entre conversas e anexos | Histórico único por cliente dentro do fluxo |
Exemplos por setor: a mesma lacuna com sintomas diferentes
A lacuna é a mesma, mas ela dói em lugares distintos conforme o segmento. Vale reconhecer o sintoma da sua operação.
Distribuição de alimentos e bebidas
O problema é a janela. O comprador do varejo alimentar decide reposição de madrugada ou no fim do expediente, quando o time comercial já saiu. O pedido fica represado até a manhã seguinte, e o item que estava disponível às 22h foi alocado para outro cliente às 9h. A perda não é de venda, é de ordem de chegada.
Material de construção e ferragens
Aqui pesa o volume de SKUs e a variação de embalagem. O mesmo parafuso existe em cinco embalagens diferentes, e a planilha do cliente traz a descrição dele, não o código do fornecedor. A tradução entre os dois vocabulários é feita a mão, item por item, e é onde nasce a maior parte das divergências de nota.
Autopeças
O fator crítico é a aplicação. O comprador precisa confirmar se a peça serve para determinado modelo e ano antes de fechar, e essa confirmação vira uma conversa paralela que atrasa o pedido inteiro. Quando o catálogo digital carrega a aplicação junto com o saldo, o pedido fecha sem consulta.
Farmacêutico e cosmético
Rastreabilidade por lote e validade não sobrevive ao WhatsApp. O que se vende por mensagem é o produto, mas o que se fatura é o lote, e a reconciliação entre os dois só acontece no faturamento, tarde demais para renegociar.
O comportamento do comprador mudou antes do fornecedor
Existe uma leitura equivocada e bastante comum: a de que o comprador do atacado prefere o contato humano e resistiria a um canal digital. O que se observa na prática é diferente. O comprador prefere resolver sozinho as decisões repetitivas e conversar com o vendedor apenas nas decisões que envolvem negociação.
Reposição de item recorrente, consulta de saldo, segunda via de nota e acompanhamento de entrega são tarefas que o comprador realiza mais rápido sem intermediário. Ele não quer esperar uma resposta para saber se tem estoque. Quando o portal entrega isso, o vendedor deixa de ser operador de pedido e passa a atuar em mix, introdução de novos itens e recuperação de cliente inativo.
Esse é o ponto que muda a conversa interna sobre e-commerce B2B: não se trata de substituir o time comercial, e sim de tirar dele a parte do trabalho que é digitação. A força de vendas continua no centro da relação, agora com tempo para a parte que exige julgamento.
O efeito sobre o ticket e a recorrência
Há um comportamento consistente em operações que digitalizam a captação: o pedido feito pelo próprio comprador tende a ter mais linhas que o pedido ditado. Quando ele navega, encontra itens que não estavam na lista mental e que o vendedor não teria oferecido naquele contato. A sugestão de produtos complementares e o histórico de compras anteriores na tela fazem trabalho de mix sem custo de atendimento.
Como avaliar se a sua operação está pronta
A integração com o ERP não conserta cadastro ruim. Antes de conectar qualquer portal ao Sankhya, vale um diagnóstico honesto de quatro pontos.
Cadastro de produtos: descrição padronizada, unidade de medida correta, múltiplo de venda definido e imagem disponível para os itens de maior giro
Política comercial formalizada: as regras de desconto precisam estar no ERP, não na cabeça do gerente comercial
Acuracidade de estoque: se o saldo do sistema diverge do físico, expor esse saldo ao cliente amplifica o problema em vez de escondê-lo
Parametrização fiscal por destino: ST, DIFAL e regime do cliente precisam estar corretos para que o valor mostrado no portal seja o valor faturado
Nenhum desses pontos precisa estar perfeito para começar. Precisam estar corretos para a curva A, que costuma responder pela maior parte do faturamento e por quase todos os pedidos recorrentes.
Onde a Zydon entra
A Zydon opera exatamente nessa fronteira. A plataforma conecta o catálogo, o preço, o saldo e a regra comercial que já existem dentro do Sankhya a uma experiência de compra que o comprador usa sozinho, sem que o time precise reescrever o pedido em nenhum ponto do fluxo.
A escolha por uma plataforma B2B integrada em vez de um canal isolado se justifica por um motivo simples: o valor não está na vitrine, está na ausência de reconciliação. Quando o pedido nasce no lugar certo, o restante do fluxo, que o ERP já sabe executar, roda sem intervenção.

Perguntas frequentes
Preciso trocar de ERP para ter um portal B2B?
Não. A lógica é a oposta: o portal existe para aproveitar o investimento já feito no ERP. Trocar de ERP para digitalizar a captação seria substituir a parte que funciona para resolver a parte que falta. O que se avalia numa implantação é a versão do Sankhya em uso e a forma de comunicação disponível, não a substituição do sistema.
Quanto tempo leva a integração com o Sankhya?
O que costuma determinar o prazo não é a parte técnica da conexão, e sim o estado do cadastro. Operações com produtos bem descritos, imagens disponíveis e política comercial parametrizada avançam rápido. O gargalo real aparece quando a regra de desconto vive em acordos informais que precisam ser traduzidos em parâmetros antes de qualquer coisa ser conectada.
E os clientes que não querem sair do WhatsApp?
Não precisam sair de imediato. Na prática, a adoção acontece por conveniência, não por imposição. O cliente que testa o portal para consultar uma segunda via de nota ou o status de uma entrega descobre que resolve em segundos o que antes exigia esperar resposta. A migração do pedido vem depois, quando ele já confia na informação da tela. Impor a mudança por decreto costuma gerar resistência sem ganhar velocidade.
O vendedor perde comissão quando o cliente compra sozinho?
Essa é a objeção interna mais comum e ela precisa ser resolvida na política, não na tecnologia. O caminho usual é manter a carteira: o pedido feito pelo portal continua vinculado ao vendedor responsável pela conta, com a comissão preservada. Sem isso, o time boicota a adoção, e com razão. A digitalização da captação só se sustenta quando o vendedor enxerga o portal como ferramenta dele.
Como fica o pedido do vendedor externo em visita?
É o mesmo portal, acessado pelo vendedor em nome do cliente. Ele vê saldo e preço corretos na frente do comprador, fecha o pedido na visita e não leva anotação para digitar depois. Isso elimina o intervalo entre a visita e o registro, que é onde o item cotado costuma ser vendido para outro cliente.
Conclusão
A discussão sobre digitalização no atacado deixou de ser sobre ter presença online. Distribuidoras que já rodam um ERP maduro não precisam de mais um sistema, precisam fechar a única etapa do fluxo que ainda depende de alguém transcrevendo informação de um canal para outro.
O Sankhya já sabe reservar estoque, aplicar tabela, calcular imposto e emitir nota. O que falta é o pedido chegar até ele sem passar por uma mesa de digitação. Fechada essa lacuna, a operação ganha em velocidade de faturamento, em acuracidade fiscal e em capacidade de atender mais clientes com o mesmo time.
No atacado, a vantagem competitiva não está em vender pelo canal digital. Está em não precisar redigitar aquilo que o cliente já escreveu.
Feito para distribuidoras e indústrias que precisam dar autonomia ao cliente e liberar tempo do comercial.
Pronto para digitalizar as suas vendas?
Conheça como a Zydon pode transformar o canal de vendas da sua empresa.Escrito por:
Mariane Brito

