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Escrito por:
Mariane Brito
O que Augusto Cury propõe para as empresas e o impacto no B2B
O que Augusto Cury propõe para as empresas e o impacto no B2B

Quem decidiu vender para empresas online ou está avaliando esse passo em 2026 acompanha a eleição com uma pergunta prática: o que muda no meu caixa e no caixa dos meus clientes? O plano de governo de Augusto Cury traz quatro propostas que afetam diretamente as empresas: déficit zero, criação de um Banco do Empreendedor, estímulo a cooperativas e zonas de exportação, e a adoção do semipresidencialismo.
Este artigo não avalia o candidato nem recomenda voto. Ele lê as propostas pela ótica de distribuidores e atacadistas e pergunta o que cada uma significaria para crédito, juros e base de clientes, caso saísse do papel.
Toda proposta de campanha depende de aprovação no Congresso, de regulamentação e de tempo. O planejamento comercial mais seguro é o que funciona em mais de um cenário.
O que você vai aprender neste artigo
Como a meta de déficit zero se relaciona com juros e com o custo do prazo que você concede aos clientes
O que um Banco do Empreendedor poderia mudar no perfil do pequeno comprador B2B
Por que cooperativas e zonas de exportação alteram a forma de comprar, e não só o volume
O que o debate sobre semipresidencialismo significa para a previsibilidade dos negócios
Quais decisões sobre o canal de vendas fazem sentido antes do resultado das urnas
O problema: o distribuidor planeja no escuro em ano eleitoral
A distribuição B2B opera com margens apertadas e capital de giro pressionado. O atacadista compra da indústria com um prazo, vende ao varejo com outro e financia essa diferença. Quando os juros estão altos, o financiamento consome margem. Quando o crédito aperta na ponta, o cliente reduz o pedido, atrasa o boleto ou fecha as portas.
Em ano de eleição, muitos gestores adiam decisões à espera de um cenário mais claro. Os custos estruturais do canal de vendas não dependem do resultado da eleição. Pedido digitado à mão, tabela de preço enviada por planilha e representante visitando cliente pequeno para tirar pedido de reposição custam caro com qualquer governo.
Por isso convém ler cada proposta com uma pergunta concreta: se isso acontecer, o que muda na minha carteira? E se não acontecer?
Déficit zero: a ligação entre contas públicas e o custo do seu prazo
Em termos simples, a proposta de déficit zero diz que o governo deve gastar apenas o que arrecada. O mecanismo econômico é conhecido: com as contas públicas equilibradas, o risco percebido pelos investidores tende a cair, o que abre espaço para juros menores ao longo do tempo.
Para o distribuidor, juros menores aparecem em três lugares:
Custo do capital de giro: antecipar recebíveis e financiar estoque fica mais barato.
Prazo ao cliente: conceder 28, 42 ou 56 dias pesa menos na margem.
Saúde da carteira: o varejista menos endividado compra com mais regularidade e atrasa menos.
Existe um contraponto. O ajuste fiscal costuma exigir corte de despesas ou aumento de receita no curto prazo. Distribuidores que dependem de compras públicas, como quem atende prefeituras, hospitais e escolas, podem sentir contenção de pedidos antes de sentir qualquer alívio nos juros. Quem tem carteira concentrada em órgãos públicos deve olhar com atenção para a diversificação.
Banco do Empreendedor: mais crédito na ponta, mais CNPJs pequenos comprando
A segunda proposta é uma instituição dedicada a financiar quem empreende. O plano não detalha a operação de forma suficiente para cravar efeitos. A lógica, porém, é clara: se o crédito chegar a pequenos negócios com custo menor, a base de compradores B2B cresce pela parte de baixo da pirâmide.
Isso traz um desafio específico para o atacado. Mais mercadinhos, oficinas, salões, pet shops e pequenas clínicas em atividade significam mais clientes potenciais. São clientes de tíquete baixo, recompra frequente e pouca disposição para esperar a visita do vendedor.
Exemplos por setor
Alimentos e bebidas: o pequeno varejo de bairro compra várias vezes por mês e em pouco volume. Atender esse perfil com equipe de campo raramente fecha a conta.
Autopeças: a oficina independente precisa consultar aplicação, disponibilidade e preço na hora, muitas vezes com o carro no elevador.
Materiais de construção: pequenas lojas e empreiteiros compram por obra, com urgência e fora do horário comercial.
Cosméticos e beleza: salões e revendedores fazem pedidos pequenos e recorrentes, sensíveis a promoções e lançamentos.
Em todos esses casos, um e-commerce B2B permite que o cliente pequeno faça o pedido sozinho, com a tabela de preço e as condições comerciais dele. Assim o crescimento da base não vira crescimento proporcional de custo de atendimento.
Cooperativas e zonas de exportação: o perfil do comprador muda
Essa frente tem dois efeitos distintos sobre quem vende para outras empresas.
Cooperativas concentram poder de compra
Quando pequenos negócios se organizam em cooperativas ou centrais de compras, o distribuidor deixa de negociar com cinquenta CNPJs isolados e passa a negociar com uma entidade que representa todos. O volume por negociação sobe, a pressão por preço aumenta e a operação fica mais complexa. É comum haver um contrato único, entregas e faturamentos em vários CNPJs, limites de crédito individuais e necessidade de aprovação interna dos pedidos.
Esse modelo é difícil de sustentar por telefone e WhatsApp. Ele exige regras comerciais por grupo de clientes, múltiplos compradores por conta e histórico centralizado.
Zonas de exportação criam polos de demanda
O Brasil já tem legislação sobre Zonas de Processamento de Exportação, e a proposta aponta para o fortalecimento desse instrumento. Para o distribuidor, o efeito é indireto e regional. Indústrias instaladas nesses polos demandam insumos, embalagens, EPIs, itens de manutenção e serviços. Quem distribui para a indústria deve mapear onde esses polos podem ganhar força e avaliar se consegue atendê-los sem abrir filial, usando um canal digital com logística bem definida.
Semipresidencialismo: a proposta mais distante e o que ela indica sobre previsibilidade
No semipresidencialismo, o presidente divide o poder com um primeiro-ministro que depende de apoio do Congresso. A mudança exigiria emenda à Constituição, com aprovação de três quintos dos parlamentares em dois turnos, na Câmara e no Senado. Entre as quatro propostas, é a de prazo mais longo e resultado mais incerto.
O distribuidor não precisa tomar partido nesse debate. O que interessa é o efeito sobre a estabilidade das regras. Mudanças de sistema de governo podem, em tese, reduzir crises entre os poderes. Durante a transição, também podem gerar incerteza. Quem planeja investimento de longo prazo deve ler esse item como um lembrete de que o ambiente institucional pode mudar, e que operações enxutas e flexíveis lidam melhor com essas mudanças.
Resumo: proposta, efeito esperado e ação recomendada
Proposta | Possível efeito no B2B | Horizonte | O que o distribuidor pode fazer agora |
|---|---|---|---|
Déficit zero | Espaço para juros menores no médio prazo; contenção de compras públicas no curto prazo | Médio prazo | Rever a política de prazos e reduzir dependência de poucos clientes |
Banco do Empreendedor | Mais pequenos negócios ativos e comprando | Médio prazo | Estruturar autoatendimento para clientes de tíquete baixo |
Cooperativas e zonas de exportação | Compradores mais organizados e novos polos regionais de demanda | Médio a longo prazo | Preparar regras comerciais por grupo e atendimento remoto a novas regiões |
Semipresidencialismo | Mudança no ambiente institucional e na previsibilidade | Longo prazo e incerto | Manter a operação flexível, com custos fixos sob controle |
O comportamento do comprador muda mais rápido que a política econômica
Esperar o cenário político se definir tem um custo pouco visível. Enquanto o gestor aguarda, o comprador continua mudando de hábito. O dono do pequeno varejo usa aplicativo de banco, compra on-line para a própria casa e pede reposição à noite, depois de fechar a loja. Quando o fornecedor só atende em horário comercial e por intermédio de um vendedor, o pedido vai para o concorrente que oferece um portal disponível o tempo todo.
Essa mudança não depende de quem vence a eleição. Juros em queda ou em alta, crédito farto ou escasso, o comprador B2B quer autonomia para consultar preço, estoque e histórico. A política econômica altera o ritmo do mercado. O hábito digital do cliente define por qual canal o pedido entra.
Como preparar o canal de vendas para qualquer resultado
Um canal digital bem estruturado protege a operação nos dois cenários possíveis.
Cenário | Desafio | Papel do canal digital |
|---|---|---|
Crédito mais barato e base de clientes em expansão | Atender muito mais CNPJs sem inflar a equipe | Autoatendimento, cadastro on-line e regras comerciais automáticas por perfil |
Juros altos e crédito restrito por mais tempo | Proteger margem e reduzir custo de servir | Menos retrabalho, menos erro de digitação e vendedor focado em contas estratégicas |
A Zydon é uma plataforma criada para a realidade de distribuidores, atacadistas e indústrias brasileiras:
tabelas de preço por cliente e condições de pagamento negociadas;
pedido mínimo e regras por região;
integração com o ERP;
operação conjunta com a equipe de vendas, e não contra ela.
O representante continua dono da carteira e deixa de gastar o dia digitando pedido de reposição.
Do ponto de vista técnico, vale conferir alguns pontos antes de escolher uma plataforma:
integração nativa com o ERP para preço, estoque e faturamento;
suporte a múltiplos compradores por CNPJ;
controle de limite de crédito;
regras tributárias por estado;
relatórios que mostrem quem comprou, quem parou de comprar e o que cada cliente deixou de levar.
No blog da Zydon há conteúdos que aprofundam cada um desses temas.
Perguntas frequentes
As propostas de Augusto Cury já têm data para entrar em vigor?
Não. São propostas de plano de governo. Dependem do resultado da eleição e, depois, de tramitação legislativa e regulamentação. Itens como um novo banco público e mudanças fiscais exigem leis específicas. A mudança de sistema de governo exige emenda constitucional. Para o planejamento de 2026 e 2027, o prudente é tratar esses pontos como cenários, e não como premissas do orçamento.
Se os juros caírem, devo alongar o prazo de pagamento dos meus clientes?
Depende da sua inadimplência e da margem por cliente, e não só da taxa básica. Uma prática mais segura é segmentar. Clientes com histórico consistente recebem prazos maiores. Clientes novos começam com limites menores ou pagamento antecipado via Pix ou cartão. Plataformas B2B permitem aplicar essas condições automaticamente por cliente, o que evita concessões feitas caso a caso por pressão comercial.
Distribuidor pequeno também consegue vender on-line para outras empresas?
Sim, e muitas vezes com retorno mais rápido. Em equipes enxutas, cada hora gasta digitando pedido pesa mais. Um bom começo é abrir o portal para a carteira atual antes de buscar clientes novos. O cliente que já compra passa a pedir pelo portal, a equipe ganha tempo e os dados de recompra orientam as ações comerciais seguintes.
Como atender uma cooperativa ou central de compras pelo canal digital?
O essencial é que a plataforma trate o grupo como uma estrutura com várias pontas. Isso significa uma negociação comum de preços, com pedidos, entregas e faturamentos separados por CNPJ associado. Também é útil ter fluxo de aprovação, em que o associado monta o pedido e um responsável da central libera. Sem isso, a consolidação vira trabalho manual para o distribuidor.
Vale a pena esperar a eleição para investir em uma plataforma B2B?
A implantação de um canal digital leva semanas ou meses, entre integração, cadastro de produtos e treinamento dos clientes. Quem começa depois da definição do cenário econômico chega ao mercado atrasado em relação a quem começou antes. O investimento em eficiência operacional se paga em qualquer cenário, e por isso a espera costuma custar mais que a decisão.
Conclusão
As propostas de Augusto Cury para as empresas levantam temas que interessam diretamente ao distribuidor. A relação entre contas públicas e juros é um deles. Os outros são o acesso do pequeno negócio ao crédito, a organização dos compradores em cooperativas, os novos polos de demanda e a estabilidade das regras. Nenhum desses pontos está garantido, e todos dependem de um longo caminho político. A empresa controla a própria eficiência, e vender para empresas online reduz o custo de servir, amplia o alcance da carteira e dá previsibilidade em um ambiente pouco previsível.
Nos próximos anos, os distribuidores que ganharão espaço são os que conseguirem crescer em número de clientes sem crescer no mesmo ritmo em estrutura. A Zydon se posiciona como referência nessa mudança, com tecnologia pensada para o B2B brasileiro e para o trabalho conjunto entre portal e equipe comercial. O planejamento comercial deve partir do canal de vendas, que a empresa controla, e não do resultado da eleição.
Governo muda. Sua carteira de clientes fica.
Seja qual for o resultado de outubro, nenhuma dessas propostas muda o país da noite para o dia. Quase todas dependem do Congresso, e algumas levam anos. Enquanto isso, a sua empresa precisa vender todo mês.
Por isso, o empresário esperto não aposta em quem vai ganhar. Ele aposta no que controla: vender mais para quem já compra, fazer o time comercial render mais sem inchar a folha e ter pedidos previsíveis para planejar o caixa.
Conheça o e-commerce B2B da Zydon e prepare seu canal de vendas para qualquer cenário em 2026
Quem decidiu vender para empresas online ou está avaliando esse passo em 2026 acompanha a eleição com uma pergunta prática: o que muda no meu caixa e no caixa dos meus clientes? O plano de governo de Augusto Cury traz quatro propostas que afetam diretamente as empresas: déficit zero, criação de um Banco do Empreendedor, estímulo a cooperativas e zonas de exportação, e a adoção do semipresidencialismo.
Este artigo não avalia o candidato nem recomenda voto. Ele lê as propostas pela ótica de distribuidores e atacadistas e pergunta o que cada uma significaria para crédito, juros e base de clientes, caso saísse do papel.
Toda proposta de campanha depende de aprovação no Congresso, de regulamentação e de tempo. O planejamento comercial mais seguro é o que funciona em mais de um cenário.
O que você vai aprender neste artigo
Como a meta de déficit zero se relaciona com juros e com o custo do prazo que você concede aos clientes
O que um Banco do Empreendedor poderia mudar no perfil do pequeno comprador B2B
Por que cooperativas e zonas de exportação alteram a forma de comprar, e não só o volume
O que o debate sobre semipresidencialismo significa para a previsibilidade dos negócios
Quais decisões sobre o canal de vendas fazem sentido antes do resultado das urnas
O problema: o distribuidor planeja no escuro em ano eleitoral
A distribuição B2B opera com margens apertadas e capital de giro pressionado. O atacadista compra da indústria com um prazo, vende ao varejo com outro e financia essa diferença. Quando os juros estão altos, o financiamento consome margem. Quando o crédito aperta na ponta, o cliente reduz o pedido, atrasa o boleto ou fecha as portas.
Em ano de eleição, muitos gestores adiam decisões à espera de um cenário mais claro. Os custos estruturais do canal de vendas não dependem do resultado da eleição. Pedido digitado à mão, tabela de preço enviada por planilha e representante visitando cliente pequeno para tirar pedido de reposição custam caro com qualquer governo.
Por isso convém ler cada proposta com uma pergunta concreta: se isso acontecer, o que muda na minha carteira? E se não acontecer?
Déficit zero: a ligação entre contas públicas e o custo do seu prazo
Em termos simples, a proposta de déficit zero diz que o governo deve gastar apenas o que arrecada. O mecanismo econômico é conhecido: com as contas públicas equilibradas, o risco percebido pelos investidores tende a cair, o que abre espaço para juros menores ao longo do tempo.
Para o distribuidor, juros menores aparecem em três lugares:
Custo do capital de giro: antecipar recebíveis e financiar estoque fica mais barato.
Prazo ao cliente: conceder 28, 42 ou 56 dias pesa menos na margem.
Saúde da carteira: o varejista menos endividado compra com mais regularidade e atrasa menos.
Existe um contraponto. O ajuste fiscal costuma exigir corte de despesas ou aumento de receita no curto prazo. Distribuidores que dependem de compras públicas, como quem atende prefeituras, hospitais e escolas, podem sentir contenção de pedidos antes de sentir qualquer alívio nos juros. Quem tem carteira concentrada em órgãos públicos deve olhar com atenção para a diversificação.
Banco do Empreendedor: mais crédito na ponta, mais CNPJs pequenos comprando
A segunda proposta é uma instituição dedicada a financiar quem empreende. O plano não detalha a operação de forma suficiente para cravar efeitos. A lógica, porém, é clara: se o crédito chegar a pequenos negócios com custo menor, a base de compradores B2B cresce pela parte de baixo da pirâmide.
Isso traz um desafio específico para o atacado. Mais mercadinhos, oficinas, salões, pet shops e pequenas clínicas em atividade significam mais clientes potenciais. São clientes de tíquete baixo, recompra frequente e pouca disposição para esperar a visita do vendedor.
Exemplos por setor
Alimentos e bebidas: o pequeno varejo de bairro compra várias vezes por mês e em pouco volume. Atender esse perfil com equipe de campo raramente fecha a conta.
Autopeças: a oficina independente precisa consultar aplicação, disponibilidade e preço na hora, muitas vezes com o carro no elevador.
Materiais de construção: pequenas lojas e empreiteiros compram por obra, com urgência e fora do horário comercial.
Cosméticos e beleza: salões e revendedores fazem pedidos pequenos e recorrentes, sensíveis a promoções e lançamentos.
Em todos esses casos, um e-commerce B2B permite que o cliente pequeno faça o pedido sozinho, com a tabela de preço e as condições comerciais dele. Assim o crescimento da base não vira crescimento proporcional de custo de atendimento.
Cooperativas e zonas de exportação: o perfil do comprador muda
Essa frente tem dois efeitos distintos sobre quem vende para outras empresas.
Cooperativas concentram poder de compra
Quando pequenos negócios se organizam em cooperativas ou centrais de compras, o distribuidor deixa de negociar com cinquenta CNPJs isolados e passa a negociar com uma entidade que representa todos. O volume por negociação sobe, a pressão por preço aumenta e a operação fica mais complexa. É comum haver um contrato único, entregas e faturamentos em vários CNPJs, limites de crédito individuais e necessidade de aprovação interna dos pedidos.
Esse modelo é difícil de sustentar por telefone e WhatsApp. Ele exige regras comerciais por grupo de clientes, múltiplos compradores por conta e histórico centralizado.
Zonas de exportação criam polos de demanda
O Brasil já tem legislação sobre Zonas de Processamento de Exportação, e a proposta aponta para o fortalecimento desse instrumento. Para o distribuidor, o efeito é indireto e regional. Indústrias instaladas nesses polos demandam insumos, embalagens, EPIs, itens de manutenção e serviços. Quem distribui para a indústria deve mapear onde esses polos podem ganhar força e avaliar se consegue atendê-los sem abrir filial, usando um canal digital com logística bem definida.
Semipresidencialismo: a proposta mais distante e o que ela indica sobre previsibilidade
No semipresidencialismo, o presidente divide o poder com um primeiro-ministro que depende de apoio do Congresso. A mudança exigiria emenda à Constituição, com aprovação de três quintos dos parlamentares em dois turnos, na Câmara e no Senado. Entre as quatro propostas, é a de prazo mais longo e resultado mais incerto.
O distribuidor não precisa tomar partido nesse debate. O que interessa é o efeito sobre a estabilidade das regras. Mudanças de sistema de governo podem, em tese, reduzir crises entre os poderes. Durante a transição, também podem gerar incerteza. Quem planeja investimento de longo prazo deve ler esse item como um lembrete de que o ambiente institucional pode mudar, e que operações enxutas e flexíveis lidam melhor com essas mudanças.
Resumo: proposta, efeito esperado e ação recomendada
Proposta | Possível efeito no B2B | Horizonte | O que o distribuidor pode fazer agora |
|---|---|---|---|
Déficit zero | Espaço para juros menores no médio prazo; contenção de compras públicas no curto prazo | Médio prazo | Rever a política de prazos e reduzir dependência de poucos clientes |
Banco do Empreendedor | Mais pequenos negócios ativos e comprando | Médio prazo | Estruturar autoatendimento para clientes de tíquete baixo |
Cooperativas e zonas de exportação | Compradores mais organizados e novos polos regionais de demanda | Médio a longo prazo | Preparar regras comerciais por grupo e atendimento remoto a novas regiões |
Semipresidencialismo | Mudança no ambiente institucional e na previsibilidade | Longo prazo e incerto | Manter a operação flexível, com custos fixos sob controle |
O comportamento do comprador muda mais rápido que a política econômica
Esperar o cenário político se definir tem um custo pouco visível. Enquanto o gestor aguarda, o comprador continua mudando de hábito. O dono do pequeno varejo usa aplicativo de banco, compra on-line para a própria casa e pede reposição à noite, depois de fechar a loja. Quando o fornecedor só atende em horário comercial e por intermédio de um vendedor, o pedido vai para o concorrente que oferece um portal disponível o tempo todo.
Essa mudança não depende de quem vence a eleição. Juros em queda ou em alta, crédito farto ou escasso, o comprador B2B quer autonomia para consultar preço, estoque e histórico. A política econômica altera o ritmo do mercado. O hábito digital do cliente define por qual canal o pedido entra.
Como preparar o canal de vendas para qualquer resultado
Um canal digital bem estruturado protege a operação nos dois cenários possíveis.
Cenário | Desafio | Papel do canal digital |
|---|---|---|
Crédito mais barato e base de clientes em expansão | Atender muito mais CNPJs sem inflar a equipe | Autoatendimento, cadastro on-line e regras comerciais automáticas por perfil |
Juros altos e crédito restrito por mais tempo | Proteger margem e reduzir custo de servir | Menos retrabalho, menos erro de digitação e vendedor focado em contas estratégicas |
A Zydon é uma plataforma criada para a realidade de distribuidores, atacadistas e indústrias brasileiras:
tabelas de preço por cliente e condições de pagamento negociadas;
pedido mínimo e regras por região;
integração com o ERP;
operação conjunta com a equipe de vendas, e não contra ela.
O representante continua dono da carteira e deixa de gastar o dia digitando pedido de reposição.
Do ponto de vista técnico, vale conferir alguns pontos antes de escolher uma plataforma:
integração nativa com o ERP para preço, estoque e faturamento;
suporte a múltiplos compradores por CNPJ;
controle de limite de crédito;
regras tributárias por estado;
relatórios que mostrem quem comprou, quem parou de comprar e o que cada cliente deixou de levar.
No blog da Zydon há conteúdos que aprofundam cada um desses temas.
Perguntas frequentes
As propostas de Augusto Cury já têm data para entrar em vigor?
Não. São propostas de plano de governo. Dependem do resultado da eleição e, depois, de tramitação legislativa e regulamentação. Itens como um novo banco público e mudanças fiscais exigem leis específicas. A mudança de sistema de governo exige emenda constitucional. Para o planejamento de 2026 e 2027, o prudente é tratar esses pontos como cenários, e não como premissas do orçamento.
Se os juros caírem, devo alongar o prazo de pagamento dos meus clientes?
Depende da sua inadimplência e da margem por cliente, e não só da taxa básica. Uma prática mais segura é segmentar. Clientes com histórico consistente recebem prazos maiores. Clientes novos começam com limites menores ou pagamento antecipado via Pix ou cartão. Plataformas B2B permitem aplicar essas condições automaticamente por cliente, o que evita concessões feitas caso a caso por pressão comercial.
Distribuidor pequeno também consegue vender on-line para outras empresas?
Sim, e muitas vezes com retorno mais rápido. Em equipes enxutas, cada hora gasta digitando pedido pesa mais. Um bom começo é abrir o portal para a carteira atual antes de buscar clientes novos. O cliente que já compra passa a pedir pelo portal, a equipe ganha tempo e os dados de recompra orientam as ações comerciais seguintes.
Como atender uma cooperativa ou central de compras pelo canal digital?
O essencial é que a plataforma trate o grupo como uma estrutura com várias pontas. Isso significa uma negociação comum de preços, com pedidos, entregas e faturamentos separados por CNPJ associado. Também é útil ter fluxo de aprovação, em que o associado monta o pedido e um responsável da central libera. Sem isso, a consolidação vira trabalho manual para o distribuidor.
Vale a pena esperar a eleição para investir em uma plataforma B2B?
A implantação de um canal digital leva semanas ou meses, entre integração, cadastro de produtos e treinamento dos clientes. Quem começa depois da definição do cenário econômico chega ao mercado atrasado em relação a quem começou antes. O investimento em eficiência operacional se paga em qualquer cenário, e por isso a espera costuma custar mais que a decisão.
Conclusão
As propostas de Augusto Cury para as empresas levantam temas que interessam diretamente ao distribuidor. A relação entre contas públicas e juros é um deles. Os outros são o acesso do pequeno negócio ao crédito, a organização dos compradores em cooperativas, os novos polos de demanda e a estabilidade das regras. Nenhum desses pontos está garantido, e todos dependem de um longo caminho político. A empresa controla a própria eficiência, e vender para empresas online reduz o custo de servir, amplia o alcance da carteira e dá previsibilidade em um ambiente pouco previsível.
Nos próximos anos, os distribuidores que ganharão espaço são os que conseguirem crescer em número de clientes sem crescer no mesmo ritmo em estrutura. A Zydon se posiciona como referência nessa mudança, com tecnologia pensada para o B2B brasileiro e para o trabalho conjunto entre portal e equipe comercial. O planejamento comercial deve partir do canal de vendas, que a empresa controla, e não do resultado da eleição.
Governo muda. Sua carteira de clientes fica.
Seja qual for o resultado de outubro, nenhuma dessas propostas muda o país da noite para o dia. Quase todas dependem do Congresso, e algumas levam anos. Enquanto isso, a sua empresa precisa vender todo mês.
Por isso, o empresário esperto não aposta em quem vai ganhar. Ele aposta no que controla: vender mais para quem já compra, fazer o time comercial render mais sem inchar a folha e ter pedidos previsíveis para planejar o caixa.
Conheça o e-commerce B2B da Zydon e prepare seu canal de vendas para qualquer cenário em 2026
Feito para distribuidoras e indústrias que precisam dar autonomia ao cliente e liberar tempo do comercial.
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Conheça como a Zydon pode transformar o canal de vendas da sua empresa.Escrito por:
Mariane Brito

